REGAS E UMIDADE

Muitas plantas requerem não apenas solo constantemente úmido (avencas, samanbaias, copos-de-leite), mas também alto grau de umidade do ar. 

A umidade do ar pode ser suplementada pela evaporação da água de recipientes de larga superfície (bandejas), posicionadas logo abaixo do vaso, mas sem contato com ele. Pode-se também borrifar água em aspersão bem fina sobre toda a parte aérea da planta que não tolere ambientes muitos secos.

 É preferível regar as plantas na primeira hora da manhã, de modo que ela disponha de reservas para o período diurno, quando é mais abundante sua perda de água, evaporada da superfície das folhas. Se não puder regar de manhã, regue à noite, mas não nas horas de sol quente.



Se você quiser uma indicação mais precisa das necessidades de luz de uma planta, use o fotômetro da máquina fotográfica:


Ajuste a velocidade para 1/500 e regule a abertura do diafragma como se fosse bater uma foto com filme de 200 ASA.


Aponte a objetiva para uma folha de papel situada a 30 centímetros e no ponto em que você pretende manter a planta. Veja qual das categorias citadas abaixo corresponde a abertura indicada pelo fotômetro:

A: f5, 6 a f8 (luz indireta)

B: f8 a f11 (luz indireta)

C: f11 a f16 (luz indireta, tolerância de algum sol direto)

D: acima de f16 (sol direto)

Para florir violetas ...


É necessário fosforo, que você encontra em farinha de osso. 

O Importante aí, é a quantidade: para um vaso de violeta, use uma colher rasa de sobremesa.

O substrato do vaso deve estar sempre mais para seco do que molhado; é interessante colocar uma mistura de humus e pó de xaxim meio a meio no vaso, (ela gosta de substratos leves). 

Deve ser mantida em ambiente iluminado, sem contato com o sol. 

Um outro cuidado importante é com as regas, que quando são muito frequentes, provoca o apodrecimento de suas raízes.


 DICAS DE JARDINAGEM - Planejamento, localização e Manejo


Planejar bem o jardim, significa definir o que é esperado e como se pretende usá-lo. Deve-se levar em conta também o custo. Um bo projeto paisagístico do jardim deve levar em conta: 

  • a área e seu entorno,
  • o tipo de solo,
  • o clima da região,
  • as espécies disponíveis;
  • escolha criteriosa das espécies.

A LOCALIZAÇÃO

Nos jardins urbanos, o primeiro passo é examinar o tipo de interferência provocada pelas construções adjacentes ao futuro jardim. Seu tamanho está ligado de maneira indireta à localização do terreno que o comporta, seja no litoral, no campo ou na região urbana.

É importante conhecer o trajeto que a cada dia o sol percorre no céu no verão e nas demais estações, bem como, a falta de insolação ou superexposição. As peculiaridades da insolação acarretam, em cada recanto do jardim, uma seleção dos espécimes que serão plantados, conforme sejam as suas características e necessidades. (veja Forração)


O CLIMA

O clima do brasil pode ser classificado, em geral como equatorial, tropical e subtropical, mas dentro do território brasileiro há muitas diferenças quanto ao clima em mesmas regiões. Para um estudo mais preciso do clima do Brasil é necessaria uma classificação mais especifica, por isso estudos dentro do Brasil fizeram com que se estabelecesse uma classificação mais regional levando em conta fatores como relêvo, regime de chuvas, temperatura entre outros:

CLIMAS BRASILEIROS
Climas
Caracteristicas
Areas de Ocorrência
EQUATORIAL Não possui estação seca Amazônia Oriental, litoral da Bahia e trechos do Sudeste
com pequena estação seca no interno grande parte da Amazônia
TROPICAL chuvas no verão e seca no inverno Brasil central, parte de Minas e Bahia e Roraima
chuvas no verão e no outono Litoral Setentrional até o Ceará
chuvas no outono e no inverno Litoral Oriental do Nordeste (RN até a Bahia)
SEMI-ÁRIDO QUENTE chuvas escassas e irregulares Sertão Nordestino
TROPICAL DE ALTITUDE chuvas no verão e verões quentes grande parte do Sudeste
chuvas no verão e verões brandos pequena porção do Mato Grosso do Sul
chuvas de outono-inverno Planalto da Borborema do Nordeste
SUBTROPICAL chuvas bem distribuídas durante o ano e verões quentes  Sudeste de S.Paulo e parte da Região Sul
chuvas bem distribuídas durante o ano e verões brandos  RS, litoral e interior da Região Sul
 

A ESCOLHA CRITERIOSA DAS ESPÉCIES

Antes de tomar qualquer decisão sobre a combinação de cores do seu jardim e de pensar nas limitações tais como, tipo de solo, luminosidade e o clima da região, utilize as espécies que vicejam na sua região. No entanto, você também pode planejar seu jardim de modo a ter flores o ano todo:

ESPÉCIES QUE FLORESCEM O ANO INTEIRO

Plumbago - Plumbago Capensis
Arbusto com pequenas flores azuis reunidas em buquês. É também conhecida como bela-emília.
Semânia - Gloxinia sylvatica
Herbácia de flores axilares cor de tijolo que se formam quase o ano todo, tendo seu auge de floração no verão.
Moréia - Dietes bicolor
Herbácia entouceirada que floresce várias vezes ao longo do ano. Suas flores são amareladas com manchas alaranjadas e marrom-escuras no centro.
Maria-sem-vergonha - Impatiens walleriana
Herbácia entouceirada que floresce várias vezes ao longo do ano. Suas flores são amareladas com manchas alaranjadas e marrom-escuras no centro.
Bulbine - Bulbine frutescens
Herbácia perene resistente ao frio e pouco exigente quanto a água. Dá flores amareladas ao longo de todo o ano, tendo seu auge na primavera-verão.