Educação a Distância

UM BOM ESTIMULANTE!


  1. As pessoas que necessitam de estimulantes nas primeiras hora da tarde, podem substituir com vantagens o café ou o chá pelo banho de braços, que é de fácil realização.
  2.  Primeiro, submergem-se os braços até a metade dos bíceps durante cinco minutos em água a 38°C..
  3. Depois, enche-se o recipiente com água fria e se introduzem os braços por 10 a 15 segundos.
  4.  Após repetir essa operação duas ou três vezes, se comprova a rapidez com que desaparece o cansaço.


CUIDADOS COM A ÁGUA


01.Nunca se devem aplicar tratamentos hidroterápicos frios com o corpo frio e menos ainda estando com calafrios.


02.Em primeiro lugar, é necessário aquecer-se mediante exercícios físicos, banho dos pés ou dos braços, muito quentes, ou qualquer outro procedimento hidroterápico com temperaturas alternadas.


03.Depois dos tratamentos, é necessário evitar o aparecimento da sensação de frio. Para isso, recomenda-se fazer exercício com certa intensidade, ou abrigar-se numa cama até se aquecer suficientemente. 


04.As pessoas que não estão habituadas à hidroterapia fria, deverão valer-se dela, inicialmente, durante períodos muito breve. 


05. É melhor abter-se de realizar esses tratamentos estando-se cansado ou se não se dispõe de tempo e perseverança suficientes.


06. Para obter resultado eficaz, é preciso realizá-los de forma relaxada, descontraída, afim de que o sistema neurovegetativo reaja adequadamente.


07. É necessário que os tratamentos hidroterápicos sejam prescritos e supervisionados por pessoal da área médica especializado nesse tipo de tratamento, especialmente os doentes em fase aguda e os que sofrem do coração, crianças, idosos debilitados e os que sofrem de alguma afecção grave.


08. As pessoas sadias podem seguir os tratamentos hidroterápicos sempre considerando as precauções acima mencionadas em cada caso.


Simples e barata, está ao alcance de todos, e é o elemento fundamental da hidroterapia, (do grego hidor / hidro, "água", e therapeia, "tratamento"). Do ponto de vista científico, a água não possui poder curativo. O que beneficia os processos curativos do organismo é a reação que se produz ante os estímulos originados pela água.

Portanto, para alcançar bons resultados nos processos curativos, é necessário compreender os mecanismos de ação da água e aplicá-los corretamente ao organismo.


AGUA FRIA

A aplicação de água fria é a que produz maior estimulo sobre a pele e a reação mais intensa do organismo. Há duas fases bem marcantes:

  • Aparece como resposta local direta à aplicação. Frente ao frio, os vasos sanguíneos da pele se contraem, reduzindo a passagem de sangue pela epiderme.
  • Ocorre como reação geral reflexa. Produz-se uma vasodilatação reativa e aumenta a passagem de sangue na pele, avermelhando-a.

Nos tratamentos de hidroterapia, sempre se deve favorecer o aparecimento da segunda fase, ou fase reativa. Isso se consegue abrigando-se na cama assim que terminar a aplicação de água, fazendo exercício físico ou friccionando a pele. Em nenhum caso se deve aplicar água fria em um corpo frio.

 EFEITO DA AGUA SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR

As aplicações frias ou muito quentes se produz uma vasoconstrição inicial (os vasos se estreitam) e se reduz a quantidade de sangue que circula na pele. Além disso, em se tratando de uma banho completo, a pressão da água sobre o corpo diminui ainda mais a quantidade de sangue na pele. Seu efeito é uma afluência de sangue para o interior do corpo, especialmente para o coração. O aumento dos benefícios dependerá da extensão da superfície da pele a ser tratada.

Em aplicações quentes e mornas se produz vasodilatação periférica, ou seja, os vasos da pele se dilatam. O maior afluxo do sangue do sangue para a pele alivia o coração e órgãos internos. Dessa forma, se produz uma diminuição da pressão arterial. Enquanto se permanece submerso no banho, a pressão hidrostática da água evita que se acumule muito sangue na pele, e assim se compensa parcialmente a baixa pressão arterial. O risco de hipotensão se produz ao sair do banho e pode ocorrer um desmaio ou síncope devido à queda de pressão arterial. Os estímuls mecânicos, como os jatos e as fricções, também aumentam ligeiramente a pressão, mas somente quando está baixa (hipotensão).

EFEITO SOBRE O SISTEMA RESPIRATÓRIO

O banho completo é benéfico para o aparelho respiratório (bronquites asmáticas, dilatações dos brônquios, enfisema), pois a pressão que a água exerce durante a imersão facilita a expiração. Os banhos longos e frios induzem a uma respiração lenta e profunda; os quentes à respiração rápida e superficial.

EFEITOS SOBRE O SANGUE

As aplicações de água fria produzem, em poucos minutos, um aumento do número de glóbulos vermelhos e também dos brancos, devido à mobilização dos depósitos de sangue que se encontram na medula óssea e no baço. Após algumas semanas de aplicação de água fria, cresce o número de hemácias (células sanguineas que transportam o oxigênio) e de leucócitos (células defensoras do organismo). Essas mudanças na composição do sangue desenvolvem o efeito antianêmico e imunoestimulante (melhora das defesas antiinfecciosas) das aplicações de hidroterapia, especialmente as frias.


EFEITO SOBRE METABOLISMO

As aplicações frias provocam um aumento das reações metabólicas liberadoras de calor, com as quais o metabolismo se acelera e mais calorias são consumidas. Esse efeito se intensifica quando se acrescenta à água produtos estimulantes, como mostarda ou sais de banho medicinais.


EFEITO SOBRE O SISTEMA LOCOMOTOR

As aplicações de água por todo o corpo à temperaturas extremas (frias ou muito quentes), mesmo sendo de curta duração, tonificam e preparam os músculos para um maior rendimento. As aplicações quentes e prolongadas produzem relaxamento muscular. Portanto, são especificamente indicadas em casos de contraturas e rigidez muscular.


EFEITO SOBRE O SISTEMA NERVOSO

As aplicações a temperaturas extremas (frias ou mujito quentes) produzem excitação do sistema nervoso simpático. Os tratamentos hidoterápicos quentes estimulam o sistema nervoso parasimpático. 

Os banhos mornos prolongados também afetam o sistema nervoso central, já que produzem relaxamento muscular e nervoso e favorecem a conciliação do sono.

EFEITO SOBRE O ABDÔMEN

Os órgãos ocos (estômago, intestino, vesícula, pélvis renal e bexiga) têm em sua parede um tipo de musculatura lisa que não se encontra sob o controle da vontade. Os movimentos de contração e de relaxamento desses órgãos são controlados por uma parte do sistema nervoso autônomo ou vegetativo, chamado parassimpático.

O calor relaxa esses õrgãos de modo que as aplicações de água quente estão especialmente indicadas em casos de cólica (biliar ou renal), dismenorréia ou dores espasmódicas do intestino (cólon irritável).

O frio, pelo contrário, tonifica o músculo liso. Por isso, as aplicações frias são recomendadas em casos de intestino preguiçoso, menstrução abundante, hipotensão por falta de tônus vascular. As aplicações frias com estímulos mecânicos *(por exemplo, fricções e massagens com escova sobre o ventre), assim como as aplicações locais muito quentes, estimulam a secreção dos sucos gástricos.

Se ao contrário a intenção é moderar a produção de sucos gástricos, o indicado é fazer aplicações locais frias. Estimula-se o esvaziamento da vesícula biliar mediante aplicações locais de hidroterapia frias ou muito quentes *(fricções, compressas, jatos, cataplasmas).

EFEITO SOBRE O APARELHO URINÁRIO

Os rins produzem mais urina com aplicações gerais (sobre eles) de água pouco quente ou morna de longa duração, e com as aplicações locais frias ou muito quentes. As aplicações quentes sobre a região da bexiga aliviam os espasmos do esfíncter da bexiga, que ocorrem em casos de cistites ou afecções da próstata, e facilitam a eliminação da urina. Fonte: A Cura e a Saúde pela Natureza, http://www.cpb.com.br.


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