Fruta nacional, a lichieira e uma árvore subtropical  com ate 12 metros de altura e de grande longevidade. Em  muitos países e considerada a rainha das frutas.

Sua colheita ocorre entre novembro e janeiro, atendendo o mercado  na época das festas natalinas, quando a procura   e o preço  são maiores.                         

Devido ao seu belo porte, atraente formato, folhas verde-  escuro e permanentes e principalmente devido a beleza da frutificação a lichieira é a árvore favorita para os jardins de residências no Hawaii,   Califórnia, San Francisco, Los Angeles,  Alhambra, etc.                 

Os frutos produzem em cachos, a casca é rugosa e de cor vermelha e facil de ser destacada.  A polpa   gelatinosa, translúcida sucosa e de excelente  sabor, lembrando ao de uva itália e não  é  aderente ao caroço. 

Se presta para consumo  natural, para a fabricação  de sucos e compotas. 

A rusticidade da lichia  a torna bastante resistente a doenças. Quanto às   pragas, eventualmente podem ocorrer brocas de tronco, ácaros e abelhas nos   frutos. 

              


 

 POMAR DOMÉSTICO - Podas e Enxêrtos

 A Poda consiste em se cortar o único tronco, obtido por meio de sucessivas desbrotas, a uma altura de 30 a 90 cm, dependendo do hábito de crescimento da planta. Ou seja, espécies de crescimento mais ereto, como a goiabeira e as tangerineiras,

 Plantas enxertadas e as conduzidas em suportes, (maracujá e videiras), devem ser periodicamente desbrotadas, eliminando-se todas as brotações que surjam abaixo das pernadas, no primeiro caso, ou do suporte, no segundo caso.

 Essas desbrotas devem ser feitas o mais cedo possível, a fim de que as partes a serem eliminadas estejam ainda bem tenras, não só facilitando a operação, mas também evitando que a planta seja ferida ou lascada. Para realizar a poda, o fruticultor deve conhecer o hábito de frutificação de cada fruteira, bem como os tipos de podas existentes.

A IMPORTÂNCIA DA PODA

A poda é um dos cuidados culturais que exige mais conhecimentos técnicos, uma vez que se relaciona com a fisiologia vegetal. Nem todas as árvores frutíferas mostram iguais exigências em relação à poda e até pode-se dizer que as espécies europeias de folhas caducas são as que levam mais longe estas exigências.

As frutíferas tropicais, na sua maioria, podem apenas podas de formação e de limpeza, reclamando, uma ou outra, as podas de frutificação.

PRINCIPAIS FUNÇÕES DA PODA

- Dar às árvores uma forma equilibrada para que a seiva se distribua mais uniformemente possível, tendo como consequência uma produção mais regular e abundante.

- Obrigar a frutificar as árvores que manifestam pouca tendência para isto.

- Obter, mais cedo, frutos maiores e de melhor qualidade.

- Dar à árvore uma forma mais conveniente, para facilidade da colheita e tratamentos.

- Eliminar galhos supérfluos e doentes, arejando a árvore e combatendo e entravando o desenvolvimento de moléstias e inimigos.

PODA DE FORMAÇÃO

Destina-se a formar a estrutura da árvore, assegurando-lhe um aspecto conveniente, dando posição, comprimento e direção ao tronco e aos ramos mestres.

PODA DE LIMPEZA

É também chamada de conservação. Executa-se por ocasião dos tratos hibernais e consiste na supressão total ou parcial das partes atacadas de doenças, e por vezes muito infestadas de parasitos.

PODA DE FRUTIFICAÇÃO

Cada frutífera exige poda apropriada. O podador deve conhecer perfeitamente a árvore que vai podar, distinguindo-lhe certas particularidades de sua


REPRODUÇÃO ARTIFICIAL

O modo natural de reprodução dos vegetais é feito através da germinação de sementes. No entanto, existem maneiras de reprodução, feitas pelo homem, que propiciam bons resultados. São eles:

ESTAQUIAS - Consiste em plantar um ramo que cria raízes próprias, transformando-se em nova árvore ou arbusto, em tudo semelhante à planta de origem.

MERGULHO - Consiste em enterrar um ramo de árvore para que crie raizes próprias, quando então será separado ou cortado da árvore mãe. É um processo muito vagaroso.

Alguns processos de enxertia são mais delicados, necessitanto dessa forma mais cuidado da parte do homem e material mais adequado. Por exemplo: tomar um gomo, borbulha ou ôlho de uma planta, ou mesmo um pequeno ramo ou brôto, que terá o nome de "cavaleiro", e encostá-lo no "cavalo", ou planta que servirá de mãe, procedendo-se a ligação de ambos, sem que se alterem as características de ambos e obtendo-se melhoras na nova planta.

A tesoura de podar é usada para cortar os ramos a enxertar e para decepar o "cavalo". O escôpro é usado para fender os caules grandes nas garfagens. As ataduras servem para ligar bem o "cavaleiro" ao "cavalo". Fibras de bananeiras, piteiras e outras plantas são excelentes ataduras.

Tanto o "cavalo" como o "cavaleiro" têm que pertencer à mesma família botânica. Exemplo: laranja e limão. Veja a seguir, alguns tipos de enxêrtos:

Toma-se o cavalo que deve estar em perfeito estado, bem como também a gema (ou olho). Depois de retirar a gema e o cavalo, faz-se um corte neste último com canivete bem afiado. Observe os tipos de cortes na figura. Depois de dado o corte, introduz-se o ôlho soba acasca do cavalo, passando em seguida as ataduras de modo a deixar o olho a descoberto.

Reprodução por Borbulha

É o método de enxêrto mais comum, feito com uma gema ou "olho" destacado do ramo com certa porção de casca. O pedaço da casca retirado para o enxêrto pode ter a forma triangular, quadrangular ou irregular, embora se use mais a forma aproximada de um triângulo. 

Esse método consiste em depois de estarem próximos os ramos, cortar a casca num e noutro; esse cirte deve ficar bem liso, para que a união seja perfeita. Feito os cortes, faz-se a união dos dois ramos e passa-se a atadura bem apertada e com voltas bem juntas para proteger os cortes do sol e da chuva.


 Reprodução por Encôsto

É o método de enxêrto mais antigo, onde a encostia tem que ser feita entre dois ramos, sendo necessário assim, que estejam próximos o "cavalo" e o encôsto.


Reprodução por Garfo

Esse método consiste na colocação de um ramo sobre o cavalo, o que pode ser feito na lateral, sob a casca, de topo e de justaposição. (veja a ilustração).